segunda-feira, 14 de abril de 2008

Automedicação traz riscos à saúde


Publicada em 18/01/2007 às 12h59m
Luciana Ackermann O Globo Online
"RIO - Quem costuma ir à farmácia comprar um remédio para aliviar o mal-estar ou qualquer dor rotineira deve tomar cuidado para não ficar pior e prejudicar a saúde. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), todo ano cerca de 20 mil pessoas morrem no país, vítimas da automedicação. A maior incidência de problemas relacionados à prática está ligada à intoxicação e às reações de hipersensibilidade ou alergia.
Muito comum entre os idosos, o hábito de se automedicar representa um risco iminente à saúde. Em geral, eles já apresentam doenças crônicas e fazem o uso de medicamentos recomendados pelos médicos. Ao usar outros remédios, eles podem desestabilizar os tratamentos a que vêm sendo submetidos, assim como provocar uma intoxicação.
Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial da Terceira Idade do Rio de Janeiro, das 2.019 pessoas entrevistadas, acima de 60 anos, 44% delas admitiram que usam medicamentos sem prescrição médica.
Marianela Flores Hekman, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), diz que em seu dia-a-dia como geriatra são comuns os relatos de pacientes que passaram a tomar determinados medicamentos a partir das recomendações de vizinhas, amigas, parentes e farmacêuticos.
" Todo ano cerca de 20 mil pessoas morrem no país, vítimas da automedicação (Abifarma) "
- Isso é um perigo porque os medicamentos prescritos por médicos já têm efeitos colaterais que são monitorados pelo profissional. Por isso, tem de seguir à risca os horários e a quantidade indicada. Qualquer nova substância pode desencadear novos efeitos. Então, antes de tomar qualquer remédio é preciso perguntar a opinião do médico. Até mesmo o uso de fitoterápicos e de vitaminas deve ser informado. O ideal é que o idoso faça um resumo de todos os medicamentos ou leve as caixinhas deles para que o médico saiba tudo o que está se passando com o paciente de forma global - afirma Marianela.
Ela contou que já atendeu uma paciente com hemorragia digestiva provocada pela ingestão de um xarope contendo babosa e álcool.
- Foi bem difícil diagnosticar o que poderia ter provocado a hemorragia porque essa senhora não contou que estava tomando o xarope e todos os outros medicamentos estavam controlados e administrados de forma correta -
Ela também citou uma pesquisa da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) onde 40,7% dos idosos entrevistados em Canoas, no Rio Grande do Sul, têm o hábito de se automedicar.
De acordo com Antonio José Carneiro, professor adjunto e doutor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ulbra), os analgésicos, os antiinflamatórios e os antigripais são os medicamentos mais usados indevidamente pelos idosos. Porém, ele ressalta que mesmo os remédios aparentemente inofensiveis podem causar complicações.
" É um perigo porque os medicamentos prescritos por médicos já têm efeitos colaterais "
No caso dos analgésicos, cujo princípio ativo é o ácido acetilsalicílico, o uso indiscriminado pode causar lesão aguda na mucosa gástrica e é contra-indicado em pacientes que já tiveram úlceras. Também possui ação anticoagulante que pode provocar sangramentos e hemorragias internas. Já os antiinflamatórios podem causar descompasso no quadro daqueles que têm problemas cardíacos, renais, além do aumento de pressão arterial. Os antigripais também podem aumentar a pressão arterial, além da intra-ocular e os batimentos cardíacos. Alguns deles também possuem substâncias que podem afetar a próstata gerando a retenção urinária.
Destaca-se que o consumo de medicamentos sem prescrição, tem sido favorecido pela multiplicidade de produtos farmacêuticos lançados no mercado e pela publicidade que os cerca, pela simbolização da saúde que o medicamento pode representar e pelo incentivo ao autocuidado, além de outros fatores."



A visão que se tem da automedicação

A automedicação é mal vista aos olhos da população em geral.Ela deveria ser melhor utilizada pela população pois assim não teríamos tantos problemas, e consequentemente seria melhor vista também.Ao meu ver a automedicação deveria ser usada de modo positivo.O Paciente ao necessitar da automedicação deveria usa-lá apenas em casos esporádicos e em situações consideradas sem risco de morte, um exemplo é a cefaléia leve, ao meu ver é complicado o indivíduo ter que esperar horas para ser consultado e só depois poder tomar um medicamento para o alívio da dor e sabendo que um analgésico melhoraria esse desconforto.E apenas necessário que o indvíduo tenha em mente o que ele esta ingerindo e quais são os seus efeitos desejáveis, indesejáveis, se a contra-indicação e a sua posologia. Além do mesmo não ter nenhum problema de saúde anterior , não ter nenhuma alergia há alguma medicação e estando sempre atento para qualquer alteração que aconteça, pois se houver é necessário suspender o medicamento e procurar tendimento médico.

3 comentários:

Ana Lúcia Mariano disse...

Temos que ver também que o brasileiro é sempre estimulado a automedicação por propagandas. É papel do Enfermeiro alertar aos pacientes a respeito disso.
Ótimo assunto.
Bjs

Marco Túlio disse...

Olá! Seu Blog é muito bom!
Muito interessante sua matéria sobre a automedicação..
Passa no meu também!
Ate ++...

Diogo disse...

Então Ana Lúcia, concordo com você a respeito das propagandas, mas o papel de alertar os pacientes da automedicação é do farmacêutico, que é o profissional especializado em farmacologia de todos os medicamentos.